quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Hosshaku Kempon"




Hosshaku Kempon termo japonês que significa “abandonar o provisório e revelar o verdadeiro”, constitui um dos mais relevantes princípios da prática budista. Isto porque foi revelado durante a chamada Perseguição de Tatsunokuchi, ocorrida em 12 de setembro de 1271. Desde que passou a expor os seus ensinos, indicando o Sutra de Lótus como o rei dos Sutras e pregando a recitação do Nam-myo-ho-rengue-kyo como a prática fundamental  para se atingir o estado de Buda, Nitiren Daishonin (fundador do budismo de Nitiren Daishonin), passou a sofrer diversas perseguições, sobretudo do clero, apoiado e patrocinado pelo governo da época.
Entretanto, a perseguição de Tatsunokuchi tomou uma importância fundamental. Na verdade, esta perseguição representou uma tentativa do governo local, apoiado pelo clero, de executar Nitiren na praia de Tatsunokuchi perto de Kamakura, a sede do governo militar. Foi no instante em que ia ser executado que um objeto luminoso rasgou o céu, de tal forma que a execução foi imediatamente cancelada devido ao pavor provocado por tal acontecimento. Sendo assim, a execução transformou-se em pena de banimento para a gélida ilha de Sado, local onde Nitiren compôs seus mais belos goshos (cartas).
Foi durante esta perseguição que Nitiren Daishonin abandonou sua identidade provisória e assumiu sua verdadeira identidade como Buda original dos Últimos Dias da Lei.
 Mas, “o que significa abandonar o provisório e revelar o verdadeiro”? Talvez a resposta para esta pergunta consista em entendermos quem realmente somos, pois a compreensão fundamental deste princípio envolve o entendimento do que somos numa perspectiva budista.
Dentro da ótica do budismo de Nitiren Daishonin, todos nós somos budas. Esta foi a revelação exposta no Sutra de Lotus, quando o buda Sakyamuni  questiona: “O que posso fazer para que todos adquiram o corpo de um buda?” Ocorre que, possuir o Estado de Buda não significa que manifestamos constantemente este estado de vida. Para comprovar isto, basta olhar o mundo à nossa volta e observar que nossa realidade composta de pessoas imersas na escuridão fundamental. Vou além: basta que observemos a nós mesmos e visualizemos onde reside a nossa própria escuridão. Mas...O que realmente significa manifestar o Estado de Buda?
Manifestar o estado de buda, certamente não significa levitar, ou manifestar poderes paranormais, ou algo ao estilo “x- man.” O estado de buda indica o mais elevado grau de consciência que um ser humano pode alcançar. E manifestá-lo requer uma transformação em nossa postura, entendimento e CONSCIÊNCIA. Aliás, aqui cabe uma pergunta: até que ponto estamos plenamente conscientes de nossas ações, palavras e pensamentos...E de nós mesmos?


domingo, 27 de julho de 2014

OS OITO VENTOS




A teoria dos Oito Ventos aparece no Tratado sobre o Sutra do Estágio do Estado de Buda:
“Um homem verdadeiramente sábio não será arrebatado pelos oito ventos: prosperidade, declínio, desgraça, honra, elogio, censura, sofrimento e prazer. Ele não se inflama com a prosperidade nem se desespera com o declínio. Os deuses celestes seguramente protegerão aquele que não se curva aos oito ventos.”
Na verdade, os "Oito Ventos" representam condições efêmeras que podem obstruir nosso caminho na prática do budismo. São eles: prosperidade, declínio, desgraça, honra, elogio, censura, sofrimento e prazer. 
Os oito ventos se dividem em quatro ventos favoráveis (prosperidade, honra, elogio e prazer) e os 4 ventos desfavoráveis (declínio, desgraça, sofrimento e censura).
Nossa mente oscila o tempo todo. Somos capazes de produzir milhares de pensamentos ao longo do dia. A teoria dos Oito Ventos revela, na verdade, uma série de fatores externos que exercem uma considerável influência sobre a nossa maneira de pensar e sentir.
Vivemos em um mundo denominado "Saha", palavra que em sânscrito significa resistência. Sendo assim, ao longo de nossas vidas experimentaresmos uma série de situações, tanto boas quanto ruins, dependendo do nosso carma. "A vida não é um mistério a ser desvendado,mas uma experiência a ser vivida." Já dizia o buda Shakyamuni.
Permitir que a nossa mente oscile sob a influência nefasta de experiências negativas ou que nosso ego se inflame diante das experiências positivas, tal como o galho de uma árvore que se curva diante do vento, seria como andar em uma montanha russa de emoções, o que nos conduziria com o passar do tempo à estagnação de nossa prática. Pois tanto cessaríamos o desenvolvimento de nossa prática diante do sofrimento quanto acreditaríamos ser desnecessário continuar praticando o budismo diante de uma realização efêmera.
A chave para a construção de um "eu" forte encontra-se na recitação diária do daimoku (Nam-myo-ho-rengue-kyo).
Pois o que precisamos, enquanto praticantes do budismo Nitiren, é desenvolver uma fé sólida, capaz de prevalecer e de se sobrepor às circunstâncias, pois estas inevitavelmente mudarão de uma hora para outra.
Isto não significa, por outro lado, que nossos corações ficarão petrificados diante das circunstâncias. Como seres humanos é natural que tenhamos e expressemos emoções. Mas significa que, independente do que acontecer ou deixar de acontecer, sabemos que é para o Gohonzon que voltaremos os nossos olhos, pois a nossa fé está alicerçada no daimoku.

domingo, 20 de abril de 2014

ESHO FUNI (UNICIDADE DE PESSOA E MEIO)



O Budismo de Nitiren Daishonin é construído com base em diversos princípios. Eu falarei sobre cada um deles nas próximas postagens do Blog, mas por enquanto, gostaria de falar sobre um princípio denominado Esho Funi, conhecido como unicidade entre pessoa e meio.
Primeiro vamos ao significado literal de Esho Funi: esho é a combinação das primeiras sílabas de e-ho e sho-ho. Sho-ho  representa o ser. E-ho simboliza o ambiente que ampara e sustenta a vida. Funi, significa dois fenômenos. Ou seja: Esho Funi alude à inseparabilidade entre o ser vivo e seu meio, que são dois fenômenos que se unem e formam uma única entidade.
Bem, o princípio do Esho Funi, em termos práticos, nos remete à três conceitos importantes: ao de COMPATIBILIDADE, ao de RESPONSABILIDADE e ao de TRANFORMAÇÃO.
Com relação à COMPATIBILIDADE, podemos dizer que a vida se desenvolverá em um ambiente que lhe seja compatível. Nitiren Daishonin fez alusão a este conceito quando expôs:
“De acordo com o Sutra, se a mente das pessoas é impura, sua terra também será impura. Pelo contrário, se suas mentes são puras, assim será sua terra. Em uma palavra não há duas terras pura e impura ao mesmo tempo. A diferença está na mente, boa ou má, das pessoas."
Ou seja, quem influencia e agrega valor ao ambiente é o ser humano que nele vive. É o seu estado de vida quem determina as circunstâncias à sua volta, no seu trabalho, na sua casa, na sua escola/faculdade, enfim, no ambiente que frequentar.
Pois se as condições de nosso ambiente são determinadas por nós mesmos, isto nos remete à noção de RESPONSABILIDADE. Eu poderia dizer que toda a filosofia budista exposta por Nitiren Daishonin se assenta sobre o conceito primordial de responsabilidade. É uma noção difícil de digerir, porque é sempre mais fácil pôr a culpa no outro do que compreender que as circunstâncias em que vivemos foram criadas por nós mesmos.Em suma: nós possuímos a responsabilidade pelo ambiente que criamos.
Por último, a idéia de responsabilidade nos abre a possibilidade da TRANSFORMAÇÃO, pois se nosso ambiente é moldado pelo estado de vida emanado por nós mesmos, uma mudança significativa em nosso interior é capaz de provocar uma transformação profunda em nosso ambiente.
Logo, a elucidação do princípio do Esho Funi, na verdade, representa um convite para uma mudança em nosso interior, amparada na noção de responsabilidade e na manifestação da nona consciência, ou do estado de Buda.
Não obstante, Nitiren Daishonin, ao expor a unicidade da pessoa e meio ao elucidar a relação entre a terra pura e impura, expõe também uma solução baseada na transformação da mente, através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo: 
"Isso se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma jóia quando for polido. A mente que se encontra encoberta pela ilusão da escuridão inata da vida é como um espelho embaçado, mas quando for polida, é certo que se tornará como um espelho límpido, refletindo a natureza essencial dos fenômenos e da realidade. Manifeste uma profunda fé polindo diligentemente seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão devotar-se à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo." 

O VERDADEIRO ASPECTO DO CARMA




Não raras vezes ouvimos alguém dizer: "Meu vizinho é meu carma"ou então"Meu filho é meu carma", ou ainda "Meu chefe é meu carma". Mas, afinal, o que significa carma?
A palavra carma vem do "sânscrito", e significa ação. Entretanto, este termo foi sendo transformado ao logo do tempo, passando a ser recepcionado sob uma perspectiva muito mais estática e fatalista, implicando em inúmeras circunstâncias, geralmente negativas, que se repetem de maneira cíclica, das quais não se pode escapar e pior, não se pode mudar. Nesta esteira, seríamos como marionetes em um jogo do destino, aguardando com resignação por uma sorte  que desconhecemos.
De fato, esta concepção parte de uma idéia não totalmente errônea: a de que nossas ações, palavras ou pensamentos criaram, em algum momento de nossas vidas, o nosso destino. Entretanto,o carma possui uma concepção muito mais profunda do que aquela que nos é apresentada pelo senso comum.
Em primeiro lugar, é possível sim transformar o destino, não importa quais causas foram criadas no passado.Em segundo, o carma possui uma  natureza muito mais proativa do que aquilo que imaginamos. As circunstâncias criadas pela energia cármica muito tem a dizer sobre nós mesmos, sobre a maneira como interagimos com o ambiente.
Ou seja, o carma, seja ele bom ou ruim, diz respeito não apenas às circunstâncias que experimentamos, mas também às nossas reações diante destas circunstâncias. Tais reações e as circunstâncias em que vivemos, criam padrões, que repetimos ciclicamente. E estes padrões podem estar sendo repetidos há inúmeras existências.
Um terceiro ponto, é que no exercício da prática budista, precisamos transformar o carma em missão. Ou seja, precisamos fazer com que as dificuldades, sejam elas quais forem, sejam transformadas e superadas através da energia vital e da sabedoria geradas com a prática do budismo. Isso servirá de força e motivação para todos aqueles que estiverem ao nosso redor.
Sobre isso, o presidente Ikeda informa:
"O Budismo elucida um princípio chamado Ganken Ogo [Transformar carma em missão]. Significa que uma pessoa que deveria renascer numa circunstância de felicidade, como resultado dos benefícios da prática budista, nasce em meio às pessoas infelizes mediante seu próprio desejo justamente para propagar a Lei Mística.
Se uma pessoa que vive como uma rainha, sem dificuldades ou problemas, disser que se tornou feliz graças à prática do Budismo, ninguém ficará surpreso. Contudo, quando uma pessoa doente, pobre e menosprezada por todos transforma sua vida por meio da prática budista, tornando-se feliz e líder na sociedade, estará comprovando brilhantemente a grandiosidade desse ensinamento. Com isso, provocará em todos o desejo de seguir essa prática da fé. Se uma pessoa que sempre sofreu de pobreza conseguir ultrapassar essa situação, causará uma grande esperança em todas as pessoas que passam pelo mesmo tipo de sofrimento na vida diária. "

AS MULHERES E O BUDISMO

 

    Este último dia 08/03/2013, comemoramos o dia internacional da mulher. Este dia foi dedicado a nós, mulheres, por relembrar um fato histórico, marcante e muito triste: no dia 08/03/1857, cerca de 130 operárias morreram carbonizadas em uma fábrica em Nova York, em reprimenda a uma manifestação, onde reivindicavam melhores condições de trabalho.

    Refletindo sobre este acontecimento, e sobre todos os outros atos de violência, sejam individuais ou coletivos, físicos ou psicológicos , contra as mulheres, surge a reflexão: como o budismo de Nitiren Daishonin  enxerga as mulheres?

    Nitiren Daishonin foi um monge que viveu no século XIII. Não obstante ter exposto sua filosofia em plena Idade Média, ele demonstrou uma visão bastante avançada (para sua época) sobre as mulheres, senão vejamos:

" A iluminação das mulheres é exposta como um modelo (para a iluminação de todos os seres vivos" e "Dentre os ensinamentos do Sutra de Lótus, aquele sobre as mulheres atingindo o estado de buda é o primeiro."    

    Em um escrito dedicado à monja leiga Toki, que enfrentava sérias dificuldades, sobretudo problemas de saúde, Daishonin declarou:

"Mas a senhora seguira o caminho da filha  do rei dragão (que é o epítome da iluminação das mulheres no Sutra de Lótus) e vai se reunir com a monja Mahaprajapati (a principal discípula de Sakyamuni).Que maravilhoso! Como é maravilhoso! Por favor, recite Nam-myoho-rengue-kyo, Nam-myoho-rengue-kyo, Nam-myoho-rengue-kyo!"

    Expor estes ensinamentos nos dias de hoje nos parece normal, mas, em pleno século XIII, apontar a possibilidade de ilumnação das mulheres representava uma afronta à uma sociedade essencialmente patriarcal. Uma sociedade que via as mulheres como seres frágeis, indefesos e pecaminosos, senão vejamos algumas frases que elucidam a visão que se tinha da mulher na Idade Média:

"A alma de uma mulher e a alma de uma porca são quase o mesmo, ou seja, não valem grande coisa.” (Arnaud Laufre).

“Toda mulher se regozija de pensar no pecado e de vivê-lo.” (Bernard de Molas).

“Quem bate numa mulher com uma almofada, pensa aleijá-la e não lhe faz nada” (Provérbio da época).

    De fato, Nitiren Daishonin acreditava a apostava na capacidade de suas discípulas e constantemente louvava o empenho e força que elas apresentavam na propagação do Sutra de Lótus. Esta confiança, antes de mais nada, se baseava na idéia de que cada ser humano possui, intrinsecamente,  o estado de Buda, independentemente do sexo, idade ou condição social.

    Hoje, nós, mulheres, conquistamos muitos avanços no mercado de trabalho, na sociedade e na família. Mas é certo que ainda temos muito o que conquistar em termos de respeito e confiança, dentro de nossa sociedade.Neste cenário, a filosofia budista  continua elucidando a força e coragem das mulheres, sobretudo no que diz respeito à sua atuação em prol do Kossen-rufu (a paz mundial):

 

"As mulheres são a personificação 

Da verdade. 

As mulheres são a própria vitória. 

Não importa quanto sejam enganadas ou 

Atacadas por forças malignas, Elas vencem no final. 

Venham! O Século das Mulheres 

Já Brilha Intenso,

O sol surge no Horizonte em lugar da 

Antiga luz opaca e pálida. 

O Século das Mulheres 

É realmente a época 

Do amadurecimento da Democracia."

(Daisaku Ikeda)

 

FÉ, PRÁTICA E ESTUDO: O TRIPÉ DA PRÁTICA BUDISTA!


Creia no Gohonzon, o supremo objeto de devoção de todo o Jambudvipa (o mundo inteiro).Fortaleça ainda mais a sua FÉ e receba a proteção de Sakyamuni, de Muitos Tesouros e dos budas as dez direções.Exerça-se nos dois caminhos da PRÁTICA e do ESTUDO. Sem eles, não pode haver budismo. Deve não somente perseverar em sua fé, mas também ensinar aos outros. Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Ensine aos outros com o melhor de sua habilidade, mesmo que seja uma única sentença ou frase. “(Os Escritos de Nitiren Daishonin, Vol.5, pg.8).

 

Este gosho, escrito por Nitiren Daishonin, traz à tona os três pilares do budismo, que são a fé, a prática e o estudo. Estes três elementos coexistem, se complementam e se fortalecem, sendo preciso que os três estejam presentes para que se realize uma correta prática do budismo.Vamos entender isso?

 

FÉ 

 

Procurando uma definição de fé no dicionário eu encontrei esta aqui:  “Sentimento de quem acredita em determinados ideias ou princípios religiosos. = CRENÇA”"fé", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/f%C3%A9 [consultado em 16-02-2014].(grifei)

Sim, indubitavelmente a fé é um sentimento,e um sentimento experimentado por quem acredita. Neste sentido, a fé é o princípio fundamental da prática do budismo. Isso porque antes de mais nada, é preciso acreditar. E não apenas acreditar, mas “acreditar e abraçar” os ensinamentos do Buda. É preciso crer no Gohonzon como supremo objeto de devoção, como também no estado de Buda inerente em cada ser.

Só é possível ingressar no Estado de Buda por meio da fé, pois se você olha o Gohonzon com ceticismo, como poderá enxergar nele o espelho de seu estado de Buda? Sua prática perderia o sentido e seus esforços, a razão de ser.

Não obstante, Nitiren Daishonin sempre incentivava seus discípulos a ampliarem sua fé:

“Fortaleça sua fé dia após dia, mês após mês. Se enfraquecer mesmo um pouco, os demônios aproveitar-se-ão.”

“O Senhor deve crer no Sutra de Lótus tal como deseja ardentemente por alimento quando está com fome, ou por água quando está com sede, espera ansiosamente para ver seu amor, procura remédio para sua doença ou como uma linda mulher que deseja cosméticos.” 

“Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas, se polir, é certo que tornar-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente, dia e noite.”

Desta forma, tudo se inicia com a fé, que é  o sustentáculo para a:

PRÁTICA

 

A prática budista consiste em ações concretas e reiteradas, visando a transformação de si mesmo para a transformação do mundo à nossa volta. A prática, neste sentido, se evidencia de duas formas: a prática individual e a prática altruística.

A prática individual, corresponde à recitação do Daimoku (Nam-myo-ho-rengue-kyo) e Gongyo de manhã e à noite. Esta prática não deve ser encarada como uma obrigação, mas sua continuidade exige disciplina. As orações diárias visam o aprimoramento do próprio indivíduo através da elevação de seu estado de vida, o que constitui a base para a transformação de seu ambiente.

A prática altruística, consiste em apresentar o budismo de  Nitiren Daishonin à outras pessoas, incentivando-as a também praticar o budismo de Nitiren Daishonin, o que  conhecemos como fazer chakubuku (convidado). Tal prática tem como objetivo conduzir outras pessoas à felicidade absoluta, de forma a manifestar a mesma condição de vida do buda Nitiren Daishonin:

“Portanto, os que se tornam discípulos e seguidores leigos de Nitiren devem compreender a profunda relação cármica que compartilham com ele e propagar o Sutra de Lótus exatamente como ele faz.”

Portanto, as duas práticas (individual e altruística) se complementam e objetivam a transformação interior de cada indivíduo. Entretanto, elas precisam ser fortalecidas constantemente através do:

ESTUDO

 

O estudo tem por objetivo proteger o ensino correto dos princípios budistas e aprofundar a fé, de forma a dissipar as dúvidas.

No budismo de Nitiren Daishonin, o estudo tem como base a leitura dos goshos, que são as cartas constantemente enviadas por Nitiren Daishonin a seus discípulos, tendo em vista que estas contém a base e o fundamento da filosofia exposta por Nitiren Daishonin.

O estudo constante da filosofia budista também é importante para se evitar interpretações próprias que poderiam corromper a essência dos ensinamentos do buda Daishonin.

 O presidente Ikeda elucidou perfeitamente a conexão entre estes três elementos (fé, prática e estudo), os quais formam o tripé da prática budista:

“SE FALTA ENERGIA, FALTA DAIMOKU

SE HÁ CANSAÇO, FALTA GONGYO

SE HÁ DÚVIDA FALTA ESTUDO,

SE NÃO HÁ FELICIDADE, FALTA CHAKUBUKU.

A FÉ E A PRÁTICA SEM ESTUDO,

NOS LEVA AO FANATISMO;

A FÉ E O ESTUDO SEM A PRÁTICA,

NOS LEVA AO IRREALISMO;

A PRÁTICA E O ESTUDO SEM A FÉ,

NOS LEVA A ROTINA.

O BUDISMO É O CORPO,

E NÓS SOMOS A SOMBRA.”


Leia mais: http://o-portal-da-paz.webnode.com/news/fe-pratica-e-estudo-o-tripe-da-pratica-budista/

A HISTÓRIA DA SOKA GAKKAI


A Soka Gakkai Internacional (Sociedade para criação de valores) – SGI, é uma organização não governamental (ONG) filiada à ONU, que hoje, possui membros espalhados em 192 países e territórios, tendo como objetivo a promoção da paz e da cultura. Com base nos ensinamentos de Nitiren Daishon, a Soka Gakkai  parte da premissa de que a paz mundial só é alcançada por meio da Revolução Humana de cada pessoa.
Sua trajetória se inicia pelas mãos do educador Tsunessaburo Makiguti, passando pelo visinário Jossei Toda, chegando aos dias atuais, sob a liderança do dr. Daisaku Ikeda.
Encontrei dois sites interessantes que relatam a história da Soka Gakkai: http://examedebudismo.blogspot.com.br/2011/08/historia-da-soka-gakkai-admissao-e-1.html e http://www.bsportal.com.br/sgi/.

Boa leitura!